sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Os melhores investimentos para quem sonha com o euromilhões

Quem ganhar os 100 milhões do Jackpot de hoje tem de seguir as regras de todos os investidores: bom senso e diversificação.
100 milhões de euros levam a imaginação de qualquer um aos píncaros. 

Ia dar a volta ao mundo? Comprava uns quantos Ferraris e Lamborghinis? Talvez um para cada dia da semana... Ou uma casa em cada continente? Quem sabe uma ilha?
 
Dificilmente existirá quem nunca tenha pensado no que faria se ganhasse o Euromilhões. Afinal, 100 milhões de euros levam a imaginação de qualquer um aos píncaros.

Mas, em vez de se precipitar em gastos extravagantes, que tal investir 100 milhões de euros num depósito a prazo com uma taxa de 3%, sem correr qualquer risco? Render-lhe-ia ao final de um ano a módica quantia de 3 milhões de euros. Ou seja, iria necessitar apenas de cerca de 170 dias de juros para poder comprar a sua frota de carros de luxo sem sequer necessitar de mexer no capital inicial. Parece apelativo.
 
Maybach Exelero: o carro de luxo mais caro do mundo.

Perante tal cenário a questão que se coloca é: vale a pena correr riscos na altura de investir 100 milhões de euros? "Não existe uma forma universalmente adequada para gerir 100 milhões de euros, dependerá dos objectivos de cada investidor", responde o Activobank7. O banco assenta a decisão de investimento em três variáveis: quanto quer ganhar, quanto está disposto a perder e qual o horizonte temporal do investimento. Ou seja, exactamente as mesmas questões que se colocam a quem invista 10 mil euros. Antes de mais, o importante é definir o seu perfil de investidor.

Assim sendo, a menos que seja um investidor com grau máximo de conservadorismo, "a opção exclusiva por depósitos a prazo não faz sentido em termos financeiros, por mais que possa parecer apelativa numa primeira análise", alerta a direcção de investimentos do banco Best. A longo prazo, "a inflação teria um efeito erosivo substancial" sobre o poder de compra, explicam.
 
Ainda assim, é possível viver apenas dos rendimentos e ver a sua estrutura de capital aumentar acima da taxa de juro e da inflação sem incorrer em grandes riscos. Um investidor com um perfil equilibrado poderá alocar parte do capital numa componente mais agressiva da carteira que, a prazo, tenderá a valorizar o investimento. Em contrapartida, a componente de instrumentos de liquidez, onde se incluem os depósitos a prazo, e os veículos mais conservadores, como as obrigações, deverão providenciar periodicamente um fluxo de rendimentos de forma a cobrir as necessidades de consumo.

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